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A uma vitória do hexa

Papo Ligeiro, 18 de setembro de 2003

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Nunca fui fã de matemática. Lembro bem do quanto sofria na época escolar com aquelas miseráveis fórmulas. Professor dizendo “coloca esse número aqui”, “soma isso acolá”, “usa a fórmula de ‘seiláoque’”... Era tudo muito difícil. Por sorte armazenava o suficiente para ter uma notinha razoável. Mas sabia que aquela, definitivamente, não era a minha praia. Decidi migrar para uma área onde os números que preciso contar são apenas os caracteres – aliás, se esse parágrafo não tiver 537 é sinal que o pessoal do site cortou minha matéria...

Contudo, voltei a mergulhar no mundo dos números após o Grande Prêmio da Itália. Não foi uma matemática tão complexa, com fórmulas, isso e aquilo, mas apenas traçando o panorama que a atual temporada teria com o sistema de pontuação que vigorou até o ano passado na Fórmula-1. E logo pude constatar grandes alterações em relação à atual classificação.

Com o antigo regulamento, um dos pilotos mais prejudicados seria o australiano Mark Webber. Um dos principais destaques do atual campeonato, Mark cairia de nono para a 14ª colocação na classificação do mundial de Pilotos, imediatamente atrás do brasileiro Cristiano da Matta. Motivo: Webber conquistou quatro sétimos lugares, posição que até a temporada passada na tinha bonificação.

No campeonato de Construtores, a Ferrari tomaria a liderança da Williams. A equipe italiana teria 107 pontos, contra 106 da rival de Grove. Outra mudança considerável ocorreria com a Jordan. Com os dez pontos referentes à vitória de Giancarlo Fisichella em Interlagos, a Jordan subiria da oitava para a quinta colocação.

Contudo, as mudanças que mais chamaram minha atenção ocorreriam nas primeiras posições da classificação de Pilotos. Kimi Räikkönen ficaria 11 pontos atrás do líder, Michael Schumacher, e poderia perder a chance de lutar pelo título já na próxima etapa, em Indianápolis. Já Schumi estaria numa situação bem mais confortável que a atual. Seis pontos à frente de Montoya, precisaria apenas de uma vitória em Indianápolis ou em Suzuka para garantir o sexto título de Fórmula-1 na carreira.

Se o regulamento de pontos que vigorou até 2002 vigorasse ainda no certame, a missão de Schumacher estaria bem mais fácil nessa reta final de campeonato. Mas como “se” não muda nada, o jeito é a tiffosi ter paciência e a Ferrari continuar o trabalho duro. Aliás, “se” tivesse me dedicado mais às aulas de matemática será que não estaria falando com vocês? Duvido muito.

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