Papo Ligeiro, 12 de agosto de 2003
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Certamente o título dessa coluna não soa como mistério, especialmente aos aficionados por cinema: trata-se de uma modesta referência ao popular filme criado por Charlie Chaplin, em 1936. Além da primeira produção cinematográfica em que podemos acompanhar um tostão da voz do genial Carlitos, Tempos Moderno é uma sátira ao processo de industrialização, às máquinas que exigiam movimentos sucessivos e sincronizados dos trabalhadores. Mas, afinal, o que isso tem a ver com automobilismo?
Algumas décadas atrás, a tecnologia deixou de ser mera coadjuvante no desenvolvimento de carros de categorias como a Fórmula-1. E, desde o filme de Chaplin, ocorreram inúmeras alterações no esporte a motor mundial.
À medida que os milésimos de segundo se tornavam cada vez mais decisivos na constituição de um grid e nas disputas de um GP, a busca incessante por novas tecnologias invadiu de modo mais incisivo a principal categoria de automobilismo, a F-1. Houve o advento de uma série de técnicas que buscavam a evolução dos carros de competição. Um bom exemplo disso é o túnel de vento, aparelho que testa as reações de um monoposto sob diversas condições aerodinâmicas. Atualmente quem os vê, gigantescos e orçados em dezenas de milhões de dólares, talvez mal saiba como algumas equipes buscavam melhorias no rendimento de seus bólidos, nos anos 60.
Nessa época, mais precisamente em 1968, o piloto e construtor Jack Brabham usava um conceito bastante interessante para verificar reações aerodinâmicas dos carros. Porém, bastante “artesanal”. Durante testes no circuito de Silverstone, Sir Jack contratou um fotógrafo e colou mechas de lã
Já nos anos
Projetos à parte, a Fórmula-1 assistiu a um que poderia causar completa revolução na categoria, em
Os conceitos, que ora pareciam dignos de um “veículo lunar”, não impressionaram muito e o que poderia virar realidade foi parar na gaveta.
Logo surgem algumas perguntas: Como serão os carros de Fórmula-1 daqui algumas décadas? Como serão os regulamentos técnicos? Até onde o homem pode explorar a tecnologia? Bem, essas são perguntas que nem o bom Carlitos saberia responder...






