Papo Ligeiro, 9 de setembro de 2003
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Problemas hidráulicos, pane-seca, cavalete no carro durante o momento da largada. Problemas à parte, o episódio da quebra da suspensão no carro de Rubens Barrichello no GP da Hungria certamente foi o pior golpe sofrido pelo brasileiro desde a chegada ao time de Maranello, em 2000. Expedido no último dia 28, o comunicado ferrarista apontando a condução agressiva de Barrichello como causa da avaria na suspensão foge da lógica e do bom senso.
Foge. E foge muito. Fugiu tanto que, poucas horas após expedir o texto, a equipe, reconhecendo a gafe que se propagou velozmente, recuou. A desculpa encontrada por um assessor foi a clássica “Não foi bem isso que quisemos dizer”.
Os materiais usados nos componentes de um bólido de F-1 são extremamente sofisticados e resistentes. Por segurança, cada peça dos monopostos é checada após cada treino e corrida. Segundo informação de Reginaldo Leme, publicada na coluna do jornalista
Outro fator relevante é que o acidente aconteceu apenas na 20ª volta da prova. Logo, abre se caminho para algumas questões: Será que a Ferrari usou um conjunto de suspensões com mais quilometragem que o recomendado? O pessoal que verifica a peça teria comido bola e não visto algum defeito na suspensão? Ou teria sido meramente uma fatalidade?
De qualquer modo, a Ferrari errou ao passar a batata quente para um profissional que honra o macacão que veste por Maranello. O silêncio é melhor para quem não tem o que justificar. Atitude covarde, de time de última linha. Sinal de que Barrichello pode não estar mais nos planos, algo que fica mais ameaçado pelo fato de Felipe Massa, contratado da Ferrari, voltar à ativa no próximo ano pela Sauber. Seria preparação para assumir o carro de Rubinho brevemente?
Pois é, minha querida Ferrari! Mais que nunca a escuderia fez valer o termo “circo” da Fórmula-1.