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Até o momento, Felipe Massa é o único piloto brasileiro confirmado na Fórmula-1 em 2012. Convenhamos que esse é um número muito abaixo da tradição de um país com 101 vitórias, oito vice-campeonatos e oito títulos.
Por esse motivo, nasceu o movimento #ficarubinhoficasenna.
O intuito de #ficarubinhoficasenna é muito simples: ver essa talentosa dupla brazuca na Fórmula-1 em 2012.
Mas não...
Não espere por um espaço que faça pressão sobre patrocinadores, adversários e o Papa. Mas sim por uma corrente positiva virtual por esses dois grandes pilotos.
E VOCÊ É INDISPENSÁVEL NESSA PÁGINA. Indique-a ao maior número de amigos possível. Promova a hastag #ficarubinhoficasenna no Twitter. Afinal, torcida nunca é demais.
Ah... E você talvez pergunte: Essa página acabará quando Rubinho e Bruno conseguirem vaga para 2012? Claro que não. Daí começara outra jornada: a torcida para que eles conquistem resultados à altura dos fãs brasileiros de automobilismo.


NÃO! Não espere por análises extensas e complicadas. Tampouco títulos como "Automobilismo como você nunca viu". Papo Ligeiro preza por simplicidade e objetividade.
Papo Ligeiro é o nome da coluna de automobilismo assinada por Rafael Ligeiro. São mais de 260 textos publicados desde 2002.
Com versões em inglês, espanhol e português (claro!), já contabiliza publicações em 54 veículos de Brasil, Argentina, Portugal, Espanha, México e Venezuela.
Então, o que está esperando? Visite já um dos sites abaixo e leia Papo Ligeiro.
Papo Ligeiro também é publicada nos seguintes sites:
Rafael Ligeiro
Rafael Ligeiro adora automobilismo. Também pudera. Com um sobrenome desses, convenhamos, estranho seria se gostasse de xadrez.
Começou a acompanhar esporte a motor, mais precisamente Fórmula-1, em 1993. À época tinha oito anos.
Jornalista diplomado (coisa rara hoje em dia), Ligeiro atua ainda em setores como Marketing e Publicidade.
Conheça mais sobre Rafael clicando aqui.
Dura recordação de Ímola
Papo Ligeiro, 6 de maio de 2003
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Inimaginável Grande Prêmio de Mônaco sem o show de Senna na prova de 1984. Inimaginável automobilismo sem Ayrton Senna. Inimaginável todos os domingos de corrida não recordar de Ayrton Senna da Silva. E pensar que tudo acabou naquele 1º de maio de 1994... Busco há anos uma maneira de passar tudo o que senti naquele dia para o papel. Contudo, vejo que quase nada é suficiente para expressar de modo fiel a dor daquele dia.
Acordei umas oito e pouco da manhã. Na época era somente um garotinho de nove anos sob a expectativa de conferir uma vitória de uma de nossas maiores personalidades. Era tudo o que mais queria. Mas havia uma atmosfera diferente naquela etapa de Ímola. Uma tensão que jamais havia sentido antes acompanhando automobilismo. Algo certamente contribuído pela morte de Roland Ratzenberger, no dia anterior.
Antes do GP, a imagem de Ayrton, já no cockpit da Williams, arrumando a balaclava com uma expressão melancólica, chamou minha atenção. Algo parecia aguçar meu sexto sentido, incomodava. Mas, sonhando com uma vitória de Senna, permanecia firme, à frente da televisão. O safety car entrou por causa do acidente na largada entre J.J. Lehto e Pedro Lamy, e permaneceu até a sétima volta. Foi quando o Williams do tricampeão partiu desgovernado rumo ao muro da Tamburello. A corrida foi interrompida.
Embora pasmo com o choque, respirei aliviado quando Ayrton – por estímulos nervosos - mexeu a cabeça. Pensei que a partir dali tudo se constituiria apenas a um grande susto, tudo logo ficaria bem. No entanto, quando os primeiros fiscais mantiveram distância do carro brasileiro após chegar ao local do acidente, o Brasil percebeu que havia algo muito errado. A remoção do tricampeão do carro foi demorada e, posteriormente, em uma tomada aérea, vi que havia muito sangue no chão. A situação era pior que esperava. Logo Senna foi transportado de helicóptero para um hospital próximo ao autódromo samarinense, o Maggiore.
Após algum tempo a corrida foi reiniciada. Mas para mim pouco importava: queria saber era do Ayrton! Como então adepto do pensamento de que “ídolos não morrem”, acreditava na recuperação do brasileiro como um presente prometido de natal.
A corrida acabou. A tarde passava lentamente até surgir um dos plantões jornalísticos da Rede Globo. Pensei: “É a notícia de sua recuperação”. Estava errado. Ele morreu.
O que seguiu naquele tarde foi um caos. Passei todo tempo me escondendo, para não mostrar o quanto estava triste, até que, à noite, chorei. Sabia que nunca mais iria ver a pessoa que me influenciou a acompanhar automobilismo. Um esporte belo, mas às vezes bruto.
Deu certo, muito certo
Papo Ligeiro, 11 de março de 2003
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O horário de realização do Grande Prêmio da Austrália não poderia ser melhor! Afinal sobrou-me todo o domingão para tentar colocar, em um único texto, os acontecimentos de uma prova que marcou o início da “nova Fórmula-
O formato da sessão de treinos superou as expectativas, graças também ao fato do novo regulamento, implementado pela FIA, proibir alterações em configurações aerodinâmicas nos carros entre o final da sessão classificatória, no sábado, e a corrida, no domingo. Diante disso, abre-se caminho para que times menores, querendo “aparecer” nas primeiras filas do grid, coloquem em pista carros com pouco combustível (leia-se monoposto mais leve).
Diante disso, o número de disputas na corrida aumentou bastante. E mostrou-se bem variado. Aliás, quem poderia imaginar que acompanharíamos em Melbourne duelos entre Sauber e Ferrari? Ou Williams e Renault? Ponto para a FIA.
Quanto ao GP australiano, apesar de circunstancial, a vitória de David Coulthard foi merecida. O escocês foi constante e não cometeu erros durante as 58 voltas da corrida, ao contrário dos rivais. Kimi Räikkönen tomou punição stop and go por exceder ao limite de velocidade nos boxes. Juan Pablo Montoya teve um deslize inexplicável quando tinha o triunfo bem perto de suas mãos. Já a Ferrari de Michael Schumacher perdeu muito rendimento na parte final da corrida após ter um dos defletores arrancados numa saída de pista.
De fato, a Ferrari provou que é a favorita aos títulos de Pilotos e Construtores em 2003, dominando grande parte dos primeiros treinos e colocando os dois carros na primeira fila. Só que nesse ano o vermelho vai ter de suar um “pouquinho” mais se quiser o caneco... As rivais estão melhores que em 2002.
Temporada que promete
O brasileiro Rubens Barrichello mostrou que tem chances de ter em 2003 sua melhor temporada na Fórmula-1. Nos treinos livres, Rubinho andou à frente de Michael Schumacher. Além disso, encontrou um acerto aerodinâmico tão bom ao Ferrari número dois que até o alemão copiou o ajuste de asa ao seu carro. Na corrida, o brasileiro errou grotescamente. Contudo, mostrou humildade para assumir o erro. Claro, humildade também é virtude de bom profissional.
Peso da inexperiência
Cristiano da Matta sentiu o peso da inexperiência em duas ocasiões. Primeiro: em sua volta cronometrada no treino classificatório, errou no último setor da pista australiana e perdeu a chance de largar, pelo menos, entre os quatro primeiros do grid. Já na corrida, durante disputa com Pizzonia e Schumacher, perdeu controle do Toyota número 21, passou reto na curva e fico preso à brita.
O que esperar da Fórmula-1 em 2003
Papo Ligeiro, 27 de janeiro de 2003
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Se a temporada 2002 de Fórmula-1 teve períodos de puro marasmo nas pistas, com amplo domínio da Ferrari, o Mundial de 2003 tem tudo para ser diferente. Embora o título desse campeonato pareça já nas mãos de Michael Schumacher, algumas alterações no regulamento da categoria prometem aumentar as disputas nas pistas e deverão ser uma motivação para acordar até os torcedores brasileiros mais preguiçosos nas manhãs de domingo.
Entre as novas medidas técnicas, implementadas pela FIA para a 54ª temporada da F-
Ironicamente, isso pode ser um fator decisivo na busca por corridas mais disputadas. Caso um dos pilotos citados acima largue lá do fim do grid, a única garantia é de ultrapassagens. Para isso, basta lembrar das sensacionais vitórias de Michael Schumacher, no GP da Bélgica de 1995, e de Rubens Barrichello, na Alemanha, em 2000, quando partiram da 16ª e 18ª colocação, respectivamente.
Outra excelente mudança foi a adoção de um terceiro carro a algumas equipes nos treinos da sexta-feira anterior às provas, visando a redução de testes particulares e, consequentemente, a de gastos. Minardi, Jordan e duas equipes ainda não divulgadas - provavelmente BAR e Jaguar - devem ser as equipes beneficiadas com um terceiro monoposto nas sessões de treino livre. Se a experiência mostrar-se positiva, quem sabe até times grandes não adotarão essa ideia?
A nova regulamentação de pontos também foi uma boa sacada da FIA. Com a bonificação para oito primeiros colocados, não mais os seis, equipes pequenas e médias passarão a pontuar mais ao longo da temporada. Pontuar é um incentivo aos pilotos que não
No quesito esportivo, apesar de Ferrari e Schumi atenderem como grandes favoritos, vale ressaltar que Williams e McLaren devem crescer em 2003. Os monopostos do time de Ron Dennis virão às pistas mais adaptados aos compostos Michelin, adotados no ano passado, o futuro campeão Kimi Räikkönen estará mais confortável na equipe que na temporada de estreia e a Mercedes-Benz conseguirá fornecer um propulsor com excelente durabilidade. Trabalhando para isso, a montadora germânica está - e muito! Já a equipe de Frank Williams pretende desenvolver um chassi que "não comprometa" a potência do motor BMW. Será improvável vê-las brigando de igual-a-igual com o time de Maranello, mas certamente vale a pena conferir o resultados dessas equipes.
Entre os pilotos brasileiros, há uma boa expectativa. Rubens Barrichello poderá vencer diversas corridas, "defender" o vice-campeonato obtido em 2002 e continuar em pleno desenvolvimento profissional, firmando de vez o nome entre os grandes da categoria. Antônio Pizzonia terá briga boa com o companheiro de Jaguar, o australiano Mark Webber, e, dependendo do equipamento, surpreende. Já o atual campeão da Champ Car, o mineiro Cristiano da Matta, deverá sofrer um pouco nesse início de caminhada na Fórmula-1, por conta da falta de experiência com os carros do certame, mas logo não estará privado de conquistar bons resultados. Enrique Bernoldi e Felipe Massa disputam um cockpit nada desprezível na Jordan e, qualquer seja a opção de Eddie Jordan, será bem feita. São dois nomes de peso e talento.
A Fórmula-1 vive uma fase de metamorfose e tem grande chance de voltar a ganhar em disputas e emoção. As transmissões pela televisão devem faturar alguns pontinhos a mais de audiência. Mas somente quando os carros alinharem no grid do Grande Prêmio da Austrália, em nove de março, saberemos até que ponto a categoria vai crescer em 2003.












































